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Resumo em 10 segundos

Enquanto o Congresso debate reduzir a idade penal, um dado da Unicef coloca a discussĂŁo em outra perspectiva. đŸ§”

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O Congresso volta a debater a redução da maioridade penal. Mas, quando o Brasil olha alĂ©m das prĂłprias fronteiras, surge um contraste: em 68 de 76 paĂ­ses analisados pela Unicef, 18 anos Ă© a idade mĂ­nima para alguĂ©m ser julgado como adulto. đŸ§”

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A ideia de endurecer a resposta a crimes cometidos por adolescentes costuma ganhar força em momentos de comoção. É compreensĂ­vel cobrar segurança. A questĂŁo Ă© outra: tratar jovens como adultos reduz a violĂȘncia ou apenas antecipa o ciclo prisional?

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Na lista da Unicef, sĂł oito paĂ­ses adotam idade inferior a 18 anos para julgamento como adulto: AlbĂąnia, Andorra, ArmĂȘnia, AzerbaijĂŁo, Haiti, LituĂąnia, PolĂŽnia e Portugal. Ou seja: a regra internacional Ă© preservar uma Justiça especĂ­fica para adolescentes.

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No Brasil, adolescentes que cometem atos infracionais nĂŁo ficam “sem punição”. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevĂȘ medidas socioeducativas, inclusive internação por atĂ© trĂȘs anos, com revisĂŁo periĂłdica e foco declarado em responsabilização e reinserção.

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O ponto central do debate Ă© o objetivo da pena. PresĂ­dios brasileiros jĂĄ convivem com superlotação e forte presença de facçÔes. Inserir adolescentes nesse ambiente pode ampliar vĂ­nculos com o crime, em vez de interrompĂȘ-los.

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Segurança pĂșblica nĂŁo se resolve com uma Ășnica mudança na lei. Escola acessĂ­vel, saĂșde mental, proteção contra violĂȘncia, oportunidades de trabalho e medidas socioeducativas estruturadas atacam o problema antes que ele chegue ao tribunal.

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A discussĂŁo no Congresso Ă©, no fim, uma escolha sobre futuro: responder ao medo com encarceramento precoce ou construir polĂ­ticas que responsabilizem sem abandonar adolescentes. Os dados internacionais sugerem que a segunda via nĂŁo Ă© exceção — Ă© a norma.

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