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Resumo em 10 segundos

A emergência sanitária reduziu mortes, mas não resolveu o caminho até a aldeia. A crise Yanomami revela por que saúde é presença contínua, não só orçamento. 🩺🌿

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Mais equipes e verbas, mas aldeias Yanomami ainda ficaram sem atendimento em 2025 — e um surto de coqueluche acendeu novo alerta em 2026. A doença é grave, contagiosa e evitável com vacina. 🩺🧵

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Em 25 de fevereiro, o procurador Alisson Marugal pediu explicações sobre as medidas contra o surto. No plano do Dsei Yanomami e Ye’kwana, apareceu o nó da história: recursos e profissionais não garantem, por si, que o cuidado chegue a cada comunidade.

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A cena é dura: estruturas provisórias em Xitei, enquanto metade das comunidades ficou desassistida, segundo a apuração da SUMAÚMA. Quando uma equipe não chega, não é só uma consulta adiada: são vacinas, pré-natal, remédios e diagnósticos interrompidos.

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Houve avanços desde a emergência sanitária declarada em 2023. Caíram as mortes por desnutrição e malária, e a vacinação aumentou. Mas, no fim de 2025, apenas 60,6% das crianças Yanomami menores de 1 ano tinham cobertura vacinal.

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Esse número está longe do aceitável. Para a coqueluche, a proteção depende de doses aplicadas no tempo certo e de cobertura alta na comunidade. Em territórios remotos, a logística é difícil — mas dificuldade não pode virar sinônimo de abandono.

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A malária também permaneceu em nível elevado até 2025, começando a cair nos primeiros meses de 2026. Mais testes podem revelar casos antes invisíveis, mas o desafio é transformar detecção em tratamento rápido e prevenção permanente.

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A saúde Yanomami não se mede apenas por planilhas de gasto ou número de contratos. Ela se mede pelo momento em que uma criança é vacinada, uma febre é tratada e uma equipe consegue ficar. Cuidado contínuo é a política pública que precisa chegar pelo rio.

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