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Fiocruz Amazônia celebra 32 anos recuperando a trajetória de Maria Deane — pioneira cuja pesquisa ajudou a moldar a ciência brasileira. 🔬🌿

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A Fiocruz Amazônia completou 32 anos homenageando os 110 anos de Maria Deane, uma das cientistas mais importantes — e ainda pouco lembradas — da pesquisa brasileira. 🔬🌿🧵

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Maria José Von Paumgartten Deane pesquisou pelo Nordeste e pela Amazônia entre as décadas de 1930 e 1950. Seu trabalho, ao lado de Leônidas Deane, foi decisivo para ampliar o conhecimento sobre doenças tropicais e seus vetores.

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A homenagem vai além de uma efeméride: uma exposição de fotos históricas recupera a presença de uma mulher em expedições científicas num período em que a ciência brasileira era ainda mais desigual em gênero, acesso e reconhecimento.

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Há uma questão crítica aqui: quantas contribuições de pesquisadoras foram registradas como “trabalho de equipe”, enquanto os créditos públicos se concentravam nos homens? Preservar acervos ajuda a corrigir, ainda que tardiamente, esse apagamento.

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O Projeto História em Imagens e Vozes, da Fiocruz Amazônia, quer preservar e ampliar o acesso ao acervo fotográfico e oral da instituição. Memória científica não é decoração: é infraestrutura para pesquisa, educação e prestação de contas à sociedade.

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A programação reuniu 83 alunos da iniciação científica e da vocação científica. Conectar estudantes a trajetórias como a de Maria Deane torna a ciência mais concreta: mostra que conhecimento nasce de campo, colaboração, persistência e instituições públicas.

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A Amazônia costuma aparecer no debate público como recurso ou fronteira. A história de Maria Deane lembra outra dimensão: é também território de produção científica, com desafios sanitários próprios e saberes que exigem pesquisa contínua e bem financiada.

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Celebrar Maria Deane aos 110 anos é reconhecer que ciência sem memória repete seus apagamentos. E que formar novas gerações de pesquisadoras e pesquisadores depende de tornar visíveis os caminhos que já foram abertos.

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