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Participantes do cursinho popular passam a ser reconhecidos como alunos da USP. 🎓 Mas por que esse pertencimento demorou tanto?

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O MedEnsina, cursinho popular da FMUSP, agora é oficialmente curso de extensão da USP. 🎓🧵 Seus 300 participantes passam a ser reconhecidos como alunos da Universidade. Por que esse reconhecimento pode pesar tanto na jornada até o ensino superior?

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Na prática, o novo cadastro dá acesso a QR Code para entrada na faculdade e nos restaurantes universitários, e-mail USP e Bilhete Único com tarifa estudantil. Parece burocracia? E se o custo do transporte for justamente o que separa alguém do cursinho?

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O projeto atende jovens e adultos em vulnerabilidade social, sem cobrar mensalidade. Há aulas presenciais à noite, de segunda a sexta, simulados aos sábados e tutoria. Quem trabalha ou enfrenta longos deslocamentos consegue estudar sem esse tipo de rede?

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Criado em 2002 por estudantes da Medicina USP com o professor Paulo Saldiva, o MedEnsina reúne hoje 80 professores voluntários. Em 24 anos, recebeu milhares de pessoas. Até quando iniciativas essenciais de acesso dependem tanto de voluntariado?

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No último ano, foram mais de 40 aprovações em universidades públicas e privadas com bolsa — incluindo a própria FMUSP. O resultado questiona uma ideia persistente: talento é escasso ou as oportunidades é que continuam concentradas?

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A direção do projeto aponta que o vínculo formal pode reduzir a evasão, especialmente para quem não consegue bancar deslocamentos. Se pertencimento institucional ajuda a permanência, por que cursinhos populares ainda são exceção, e não parte estruturante da universidade?

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O cadastro vale até o fim do atual ano letivo, com expectativa de renovação. A pergunta que fica: a USP inspirará outros projetos a abrir seus serviços — ou o acesso à universidade seguirá começando muito antes do portão?

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