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Resumo em 10 segundos

Acusação de discriminação contra pessoas LGBTQIA+ na FPP levanta uma pergunta incômoda: que tipo de formação científica queremos na saúde? 🩺🏳️‍🌈

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Alunos de Medicina da FPP foram acusados de discriminação contra a comunidade LGBTQIA+. 🩺🏳️‍🌈🧵 Se a medicina existe para cuidar de todas as pessoas, como práticas excludentes ainda encontram espaço na formação de futuros profissionais?

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A acusação precisa de apuração responsável, direito de resposta e medidas baseadas em evidências. Mas a pergunta científica permanece: profissionais são preparados para reconhecer vieses que afetam diagnóstico, acolhimento e adesão a tratamentos?

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Não é só uma questão de convivência. Estudos em saúde mostram que estigma e discriminação podem afastar pessoas LGBTQIA+ dos serviços, atrasar cuidados e piorar desfechos. O que acontece quando o medo entra antes do paciente no consultório?

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Currículos médicos falam o suficiente sobre saúde de pessoas trans, prevenção, saúde mental, uso correto de nome e pronome e atendimento sem julgamento? Ou esses temas ainda aparecem como um “extra”, quando deveriam integrar a prática clínica?

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Ciência de qualidade exige escuta: dados mais representativos, pesquisa sem vieses e ensino que considere diferentes corpos, identidades e experiências. Como prometer cuidado individualizado se parte da população é invisibilizada na sala de aula?

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Se confirmados, os episódios devem levar a responsabilização e revisão institucional — não apenas notas públicas. Ambientes de ensino seguros, canais de denúncia confiáveis e formação contínua protegem estudantes hoje e pacientes amanhã. Cuidar também é não excluir.

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