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Resumo em 10 segundos

De dia, atendimento pelo SUS. No tempo livre, fósseis que conectam saúde, ciência e milhões de anos de história. 🦖🩺

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Um médico do SUS no Rio Grande do Sul passa o dia cuidando de pacientes e, nas horas vagas, ajuda a revelar dinossauros de milhões de anos. 🩺🦖 Conheça o Dr. Pedro Lucas, o “doutor dinossauro”. 🧵

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Aos 68 anos, Pedro Lucas atende em Cachoeira do Sul até o fim da tarde. Depois, troca o consultório pelos campos da região em busca de fósseis. É uma rotina que junta cuidado com as pessoas e curiosidade pela história da vida.

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A paixão começou em 1996, quando ele encontrou um fóssil por acaso enquanto morava em Santa Maria. Daí em diante, vieram expedições e centenas de achados encaminhados a instituições acadêmicas.

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Esse detalhe importa: fóssil não é “troféu” de coleção particular. Quando o material chega a universidades e museus, pode ser estudado, preservado e compartilhado com toda a sociedade.

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Entre as descobertas está o Buriolestes schultzi, encontrado em Paraíso do Sul em 2014. O animal ajudou pesquisadores a preencher lacunas sobre a linhagem dos dinossauros mais antigos conhecidos.

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Outro reconhecimento veio no nome Parvosucus aurelioi, espécie batizada em homenagem a ele. Uma baita lembrança de que ciência também é feita fora dos grandes centros, com persistência, parceria e apoio às instituições públicas.

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A história do Dr. Pedro mostra que o SUS não é só atendimento: ele sustenta trajetórias de gente que cuida da comunidade e ainda amplia o conhecimento do país. Às vezes, entre uma consulta e outra, cabe até um dinossauro. 🦖

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