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A operadora voltada ao público 60+ projeta R$ 4,5 bi em faturamento e coloca uma médica no comando. Entenda o que muda. 🩺📈

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A MedSênior, plano de saúde focado em idosos, trocou seu comando: a médica Priscila Valentim assume como CEO no lugar do fundador Maely Coelho. A empresa projeta faturar R$ 4,5 bilhões no ano. 🩺🧵

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Quem é a nova CEO? Priscila Valentim era vice-presidente de operações e já tinha participação acionária na companhia. Na prática, a mudança leva uma profissional com experiência assistencial e operacional ao principal cargo executivo.

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Maely Coelho não sai totalmente de cena: deixa a função de CEO, mas permanece como presidente-fundador e integrante do conselho. É uma sucessão planejada, segundo o empresário, que seguirá participando de decisões estratégicas.

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Por que isso chama atenção? A MedSênior tem cerca de 300 mil beneficiários — as chamadas “vidas” no setor — e 77% deles são idosos. A carteira cresceu mais de 11% no ano, refletindo a expansão desse público no Brasil.

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O modelo é especializado: em vez de atender todas as faixas etárias, a operadora concentra serviços, rede e gestão de cuidados nas necessidades mais frequentes do envelhecimento, como acompanhamento contínuo e prevenção.

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Os números mostram o tamanho do negócio: em 2025, a MedSênior faturou R$ 3,1 bilhões e lucrou R$ 548 milhões, segundo dados da ANS. Para este ano, a previsão é de alta de 45% na receita, até R$ 4,5 bilhões.

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A empresa também ganhou musculatura financeira: em 2022, o fundo soberano Temasek, de Cingapura, comprou 15% da companhia. No mercado, a MedSênior é vista como possível candidata a IPO — abertura de capital na Bolsa.

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O ponto central vai além da troca de CEO: um país que envelhece precisa ampliar prevenção, atendimento de qualidade e acesso à saúde para a população 60+. Planos especializados podem ajudar, mas não substituem políticas públicas fortes para todos.

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