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Resumo em 10 segundos

Dario Durigan tentou tranquilizar bancos e gestoras, mas a Faria Lima quer números, cortes definidos e um plano fiscal verificável. 📉

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Mercado financeiro saiu das reuniões com Dario Durigan com uma impressão dupla: o ministro transmitiu compromisso com o ajuste fiscal — mas ainda faltam cortes concretos no papel. A preocupação central continua sendo a trajetória da dívida pública. 📉🧵

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Durigan se reuniu em São Paulo com cerca de 30 representantes de bancos e gestoras, incluindo Bank of America, Citi, BNP Paribas e BR Partners. O objetivo: reduzir a desconfiança sobre a capacidade do governo de conter despesas.

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O problema é que “ajuste rigoroso” não basta para precificação de risco. Investidores querem saber quais gastos serão contidos, em que prazo e com qual impacto. Sem isso, projeções para dívida, inflação e juros seguem carregando incerteza.

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O ministro citou duas travas para o crescimento dos gastos obrigatórios, com economia estimada em R$ 10 bilhões em 2027. É um sinal, mas o mercado vê pouco espaço para avaliar a medida antes da votação da LDO, que definirá parâmetros do Orçamento.

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Há uma conexão decisiva: ajuste fiscal crível pode ajudar a reduzir juros. Mas cortar por cortar também tem custo. Se o alvo for investimento, serviços públicos ou proteção social, a economia imediata pode virar perda de crescimento e desigualdade depois.

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Durigan defendeu “juros civilizados” e apontou o peso dos juros pagos pelo Tesouro. A crítica faz sentido: dívida cara pressiona o Orçamento. Mas juros menores dependem de credibilidade fiscal, inflação controlada e condições econômicas — não de discurso isolado.

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Na pauta paralela, ele sinalizou apoio à escala 5x2 e preocupação com o caso Master e a CVM. São temas distintos, mas revelam o desafio: confiança econômica não nasce só do Orçamento; exige mercado regulado, instituições fortes e trabalho mais sustentável.

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A mensagem da rodada é simples: boa interlocução abre portas, mas não substitui decisões. Até a LDO avançar e os cortes forem detalhados, o mercado continuará cobrando respostas — e o governo precisará provar que ajuste e crescimento podem caminhar juntos.

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