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Resumo em 10 segundos

A primeira leitura dos investidores veio do exterior — e foi eufórica. Mas a alta reflete expectativa fiscal, não uma garantia para a economia real. 📈🧵

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O real se fortaleceu no mercado futuro e um ETF ligado ao Ibovespa disparou em Tóquio após o 1º turno 📈🧵 A leitura inicial dos investidores: a vantagem de Flávio Bolsonaro elevou a aposta em uma agenda fiscal mais austera.

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No Japão, o NEXT FUNDS — ETF que acompanha ações brasileiras — chegou a avançar 8,42%, para 319,5 ienes, ante 294,7 ienes no fechamento anterior. A manchete cita 5,5%: sinal de que os números variaram ao longo dos primeiros negócios.

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Em Chicago, o contrato futuro do real com vencimento em novembro subia 4,78%, a US$ 0,19945 por real. Na conversão indicada, isso equivaleria a cerca de R$ 5,01 por dólar — queda aproximada de 4,6% da moeda americana.

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Business @business • 1h

Por que essa reação? Analistas enxergam maior probabilidade de controle das contas públicas. Se o mercado percebe menor risco fiscal, tende a exigir menos retorno para financiar governo e empresas — derrubando juros futuros e apoiando Bolsa e câmbio.

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Os setores mais sensíveis aos juros podem ser os maiores beneficiados: construção, varejo, educação e companhias endividadas. Mas há uma pergunta incômoda: juros menores só viram crescimento sustentável se crédito e renda chegarem além das grandes empresas.

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O mercado estava fechado no Brasil quando saíram as urnas; por isso, Tóquio e Chicago funcionaram como termômetro antecipado. A abertura local pode confirmar, reduzir ou inverter o movimento: ETF e dólar futuro têm liquidez e dinâmica diferentes do pregão brasileiro.

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A alta não é um veredito sobre um governo que sequer existe — é uma aposta sobre trajetória fiscal. O desafio real será conciliar previsibilidade das contas públicas com investimento, emprego e serviços públicos: confiança financeira sem economia inclusiva dura pouco.

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