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Água, luz e gás estão sendo pagos com empréstimo ou poupança por quase 25% das famílias. O alerta vem da FGV/Ibre. 💸

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Pagar água, luz e gás com empréstimo ou tirando da poupança virou realidade para quase 1 em cada 4 brasileiros. 💸🧵 Em setembro, 24,9% das pessoas recorreram a dívida ou patrimônio para bancar despesas básicas, diz a FGV/Ibre.

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É o maior percentual para um mês de setembro desde 2022, quando estava em 25,4%. O dado acende um alerta porque se aproxima de fases bem pesadas para o bolso, como a recessão de 2015-2016 e o período após o choque da pandemia.

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O paradoxo é grande: o desemprego estava em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, a menor taxa para esse período desde 2012, segundo o IBGE. Ou seja, ter trabalho não está garantindo necessariamente folga no orçamento.

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Na prática, muita gente recebe, paga boletos, cobre parcelas antigas e chega ao fim do mês sem espaço para imprevistos — muito menos para investir ou formar reserva. Quando o básico depende de crédito, qualquer alta de preço vira um problemão.

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E não é uma dificuldade restrita às famílias de menor renda. Entre quem tem renda familiar acima de R$ 4,8 mil, 25,7% também disseram estar se endividando ou usando poupança para as despesas do dia a dia.

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O pesquisador Rodolpho Tobler, da FGV/Ibre, aponta que o endividamento já vinha pressionando as famílias. Antes, a melhora da renda do trabalho ajudava a compensar um pouco; agora, essa entrada de recursos parece mais estável.

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O número resume um ponto incômodo da economia: emprego é essencial, mas qualidade da renda, custo de vida e crédito menos caro também contam. Se quase 25% precisam usar dívida para manter a casa funcionando, a recuperação ainda não chegou inteira ao bolso.

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