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📱 Dois jovens acusam as plataformas de terem sido desenhadas para gerar dependência e agravar danos à saúde mental. Entenda o que está em jogo no julgamento nos EUA. 🧵

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Meta e Snapchat começam a enfrentar um júri em Los Angeles por acusações de vício em redes sociais entre jovens. 📱🧵 Dois adolescentes alegam que o design das plataformas contribuiu para graves problemas de saúde mental.

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O ponto central não é apenas “usar muito o celular”. Os processos questionam decisões de produto: notificações, recomendações infinitas, métricas de engajamento e recursos pensados para manter a atenção do usuário pelo maior tempo possível.

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Na prática, os autores sustentam que essas escolhas podem alimentar ansiedade, depressão, transtornos alimentares e automutilação. Meta e Snap contestam a responsabilidade, mas o caso põe o modelo de negócios baseado em atenção sob escrutínio.

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Por que isso importa para negócios? Porque publicidade digital vale mais quando a pessoa permanece conectada. O júri terá de avaliar se a busca legítima por crescimento e receita cruzou uma linha ao expor usuários jovens a riscos previsíveis.

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Este é o segundo julgamento individual desse tipo. No primeiro, realizado em Los Angeles em março, empresas do setor foram condenadas a pagar US$ 6 milhões. Agora, o resultado pode influenciar milhares de ações semelhantes na Califórnia.

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Mark Zuckerberg, da Meta, Evan Spiegel, da Snap, e Adam Mosseri, do Instagram, podem depor em novembro, segundo advogados dos autores. As empresas ainda podem fazer acordos antes do veredicto, previsto para meados de dezembro.

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A discussão vai além de indenizações: plataformas podem ser cobradas por produtos mais seguros por padrão, especialmente para menores. Transparência sobre algoritmos, ferramentas de proteção e regulação eficaz serão temas cada vez mais centrais para o setor.

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