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Resumo em 10 segundos

📉 Três décadas após o NAFTA, o México ficou mais integrado aos EUA, mas não convergiu em renda. A comparação com o Leste Europeu ajuda a entender por quê.

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O México abriu sua economia, aprofundou o comércio com EUA e Canadá e entrou no NAFTA em 1994. Mas, 30 anos depois, sua renda média se afastou — em vez de se aproximar — da americana. 📉🧵

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A comparação chama atenção: Polônia, Hungria, Chéquia e Eslováquia também se integraram ao exterior nos anos 1990. Após aderirem à União Europeia em 2004, suas rendas convergiram de forma relevante para o padrão europeu.

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No México, houve forte crescimento nos primeiros anos do NAFTA e após a Crise Tequila. A perda de ritmo começou no início dos anos 2000 e se acentuou no período recente, enquanto o país ficou atrás até do Brasil em crescimento desde 1994.

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O ponto central: NAFTA e União Europeia não eram projetos equivalentes. Ambos reduziram tarifas e ampliaram a proteção a investimentos, mas a integração europeia foi além do comércio de bens.

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A UE combinou mercado único, maior circulação de capitais e pessoas e reformas institucionais para a adesão. Também contou com fundos de coesão voltados à infraestrutura e ao desenvolvimento das regiões menos ricas — algo ausente no acordo norte-americano.

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Na América do Norte, a migração mexicana ajudou a conectar os mercados de trabalho e as remessas viraram fonte importante de renda. Mas, sem livre circulação formal de trabalhadores, esse ajuste é mais precário e menos eficiente.

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A integração elevou exportações e consolidou cadeias industriais mexicanas, especialmente com os EUA. A questão é como transformar esse acesso em produtividade, qualificação, infraestrutura e ganhos mais distribuídos dentro do país.

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A lição não é que abrir o comércio seja irrelevante. É que acordos comerciais, sozinhos, não garantem convergência de renda. O desenho institucional e a capacidade de repartir os ganhos definem quem realmente prospera.

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