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Resumo em 10 segundos

🌽 Entre preços desencontrados e exportações mais lentas, o mercado de milho vive uma disputa silenciosa pela melhor hora de fechar negócio.

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O milho entrou numa espécie de cabo de guerra 🌽🧵 Compradores estão cautelosos, produtores seguram a oferta e os negócios avançam só pontualmente no Sul e no Centro-Oeste. O resultado é baixa liquidez — e muita espera.

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No Rio Grande do Sul, a cena é clara: as indicações vão de R$ 60 a R$ 68 por saca. O preço médio estadual subiu 0,83% na semana, para R$ 61,60, mas as indústrias compram apenas o necessário para repor estoques.

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Do outro lado, o produtor faz as contas e prefere aguardar. Com a oferta mais restrita, cada saca guardada vira uma aposta em preços melhores. Só que, sem urgência das indústrias, essa negociação fica parada no meio do caminho.

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Em Santa Catarina, a distância entre expectativa e realidade é ainda maior: referências perto de R$ 60 por saca, enquanto a demanda ronda R$ 55. O estado consome 8,5 milhões de toneladas ao ano, mas produziu 2,67 milhões na safra 2025/26.

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Esse déficit catarinense, próximo de 6 milhões de toneladas, precisa vir de fora — especialmente do Centro-Oeste e do Paraguai. É um retrato de como logística, produção regional e indústria se cruzam para manter cadeias de alimentos e proteína animal funcionando.

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No Paraná, compras também giram perto de R$ 60, com demanda ao redor de R$ 55 CIF. Ponta Grossa chegou a R$ 67,91; Cascavel, R$ 61,95; Maringá, R$ 61,99. Já no MS, os preços ficaram entre R$ 54 e R$ 55,50.

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Em Mato Grosso do Sul, após altas sucessivas, veio a acomodação: Maracaju teve recuo semanal de 3,37%. Ainda assim, a bioenergia segue ativa nas compras — uma demanda que ganhou peso e ajuda a dar destino à produção.

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As exportações brasileiras ensaiam recuperação em setembro, mas os embarques ainda estão 16,7% abaixo do ritmo do mesmo período de 2025. Até o comércio externo ganhar força, o mercado interno seguirá definindo o ritmo dessa disputa por cada saca.

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