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Lula busca a virada; Flávio Bolsonaro tenta ampliar vantagem. Em MG, cada voto disputado ajuda a contar a história do Brasil. 🗳️

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Minas Gerais entrou de vez no centro da disputa presidencial: Flávio Bolsonaro chegou ao 2º turno à frente no estado, e Lula foi buscar a virada em duas cidades mineiras. Num lugar chamado de “espelho do Brasil”, a corrida ganhou outro peso. 🗳️🧵

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No 1º turno, Flávio teve 48,24% dos votos em MG, contra 43,33% de Lula. A diferença existe, mas não encerra a história: milhões de votos ainda podem se mover entre os turnos — e cada campanha sabe disso.

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A explicação para tanta atenção é simples: Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país. Desde 1989, todos os presidentes eleitos também venceram no estado. Por isso, MG não é só um mapa eleitoral: é um termômetro nacional.

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Só que o “espelho” mineiro tem muitos reflexos. Flávio venceu em nove das dez maiores cidades; Lula foi o mais votado em mais municípios. De um lado, grandes centros. Do outro, presença espalhada pelo interior. A batalha é por perfis e territórios diferentes.

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Nesta semana, Lula fez agendas em Juiz de Fora e Ipatinga, com apoio de lideranças como Marília Campos. Flávio esteve em Capelinha, ao lado de aliados como Nikolas Ferreira. As ruas importam — mas a disputa também passa pelas redes e pelas lideranças locais.

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Há um número que muda a escala de tudo: 22% do eleitorado mineiro não votou no 1º turno. Foram 3.735.098 abstenções. Mais que convencer quem escolheu outro candidato, o desafio é fazer a democracia chegar a quem ficou fora da urna.

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Minas é chamada de estado-pêndulo porque alterna escolhas políticas ao longo das décadas. No 2º turno, a pergunta não será apenas quem lidera hoje. Será quem consegue dialogar com um estado diverso, desigual e decisivo — sem deixar eleitores para trás.

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