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Motociclista que ia ao trabalho foi atropelado na BR-343 — e a perícia aponta mudança de faixa como fator possível. O que a tecnologia poderia (e deveria) fazer? 🧵

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Motociclista que ia ao trabalho foi atropelado na BR-343; motorista fugiu. Luciano Carvalho, 46, vigilante, morreu — perícia analisa se mudança de faixa provocou o acidente 🧵🛵🚗

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O acidente ocorreu no mesmo trecho onde, dias antes, outro homem também morreu. Dois eventos no mesmo ponto indicam padrão — não só fatalidade. Falta monitoramento, dados públicos e mapeamento de pontos críticos para prevenir novos casos.

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Como a perícia pode provar a mudança de faixa? Event Data Recorders (EDR), imagens de dashcams/CFTV, dados de telefonia e telemetria de apps podem reconstruir trajetórias. Mas quando o motorista foge e não há câmeras, provas e responsabilização ficam comprometidas.

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Prevenção via tecnologia existe: ADAS (alerta de ponto cego, assistente de mudança de faixa), sinalização inteligente e sensores rodoviários para mapear riscos. A questão é implementar e regular de forma que essas soluções não fiquem só nos carros caros.

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Motociclistas, especialmente trabalhadores que dependem da moto, têm poucas opções acessíveis: ABS, jaquetas com airbag, capacetes com conectividade e câmeras podem salvar vidas. Empresas e políticas públicas poderiam subsidiar esses itens para quem mais precisa.

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Reflexão final: tecnologia pode identificar culpados, mapear pontos perigosos e reduzir mortes — mas sem políticas públicas, fiscalização e democratização dessas soluções, a proteção será seletiva. O caso de Luciano exige prevenção sistêmica, não só perícia.

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