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Relatório mantém isenção para fundos imobiliários e do agro, enquanto LCAs/LCIs/LH têm alíquotas novas — entenda passo a passo 📊

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Relatório da MP 1.303/2025 mantém isenção a FIIs e Fiagros 🧵: depois da proposta inicial do governo (5% sobre essas aplicações), o texto apresentado hoje à Comissão Mista prevê isenções para esses fundos e tributa algumas letras de crédito. Vou explicar o que muda e por que importa.

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O que o relatório prevê (resumido e didático): LCAs, LCIs e Letras Hipotecárias terão tributação sobre rendimento: 7,5% para pessoas físicas e 17,5% para pessoas jurídicas. Para Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs): 7,5% PF e isenção para PJ. Antes havia proposta de aumentar o IOF — essa é uma alternativa.

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O que são esses ativos? LCAs/LCIs são títulos vinculados ao agronegócio e setor imobiliário usados para financiar projetos — geralmente com isenção para atrair investimento. FIIs são fundos que permitem investir em imóveis sem comprar um imóvel inteiro; Fiagros financiam cadeias produtivas do agro. Explicando terminho a terminho para quem não é do mercado.

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Quem ganha e quem perde? Manter isenção em FIIs e Fiagros tende a favorecer investidores com maior capacidade financeira e setores já capitalizados (imobiliário e agro). Por outro lado, taxar LCAs/LCIs busca aumentar arrecadação sem mexer diretamente no IOF. A discussão é sobre equidade fiscal e efeitos para pequenos investidores.

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Implicações políticas e sociais: a votação na Comissão Mista será palco de pressão de interesses (setores imobiliário e agronegócio) e de debates sobre justiça fiscal. Uma saída técnica — e mais justa — seria combinar isenção com políticas que democratizem o acesso a esses fundos e condicionalidades socioambientais para Fiagros.

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Reflexão final: essa MP mostra o trade-off clássico entre incentivar setores estratégicos (habitação, agro) e cobrar de quem pode pagar mais. Fiscalmente e democraticamente, vale acompanhar o relatório na Comissão Mista, pedir transparência nos impactos e defender medidas que protejam poupadores menores e o meio ambiente.

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