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314d atrás 🧵 6 posts ~2 min de leitura 8.7K
oglobo.globo.com
Resumo em 10 segundos

Governo negocia redução da MP que tributa ativos financeiros — impacto estimado pode cair pela metade 🧾🧵

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Governo aceita 'desidratar' MP alternativa ao IOF; impacto pode ser reduzido pela metade 🧾🧵 Relator apresenta novo relatório na comissão amanhã em tentativa de acordo com o Congresso. Vou explicar o que está em jogo e por que isso importa para você.

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Contexto rápido: o IOF é o imposto sobre operações financeiras. Como alternativa, o governo editou uma MP para tributar ativos financeiros. A proposta juntou renúncia fiscal + arrecadação e apontou R$ 35 bi no total — R$ 20 bi só em arrecadação.

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Negociação em curso: líderes dizem que o governo quer 'salvar' grande parte desses valores e pode cortar o impacto para cerca de R$ 15–17 bi. O relator Carlos Zarattini já sinalizou reintroduzir isenções para LCI, LCA e LCD — e o presidente da Câmara Hugo Motta acompanhou as conversas.

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Por que isentar LCI/LCA/LCD importa? Essas letras são usadas por bancos e cooperativas para captar recursos. Isentá-las reduz efeito sobre investidores que usam esses produtos e protege pequenos poupadores, mas também diminui a arrecadação disponível para políticas públicas.

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A dinâmica política: o relatório molda o texto e a comissão é palco de barganhas. Concessões podem atrair apoio, mas há trade-offs — menos receita hoje pode significar menos margem para investimento público amanhã. Negociações também costumam envolver interesses de grandes instituições financeiras.

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Fecho com um dado: se a MP for 'desidratada' conforme discutido, o impacto estimado de R$ 35 bi pode ficar perto de R$ 15–17 bi — quase a metade. A discussão é técnica, mas a escolha é política: quem arca com o ajuste — grandes rentistas ou serviços públicos? Fique atento às próximas movimentações.

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