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Resumo em 10 segundos

Não existe fórmula mágica, mas movimento, alimentação, treino mental e convivência podem fazer uma diferença enorme 🧠

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Mudar hábitos do dia a dia pode melhorar em até 55% o desempenho cognitivo de idosos com risco de declínio mental e demência, aponta um estudo feito na América Latina — incluindo o Brasil. 🧠🧵

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O LatAm-FINGERS acompanhou participantes por dois anos em 12 países latino-americanos. É o primeiro ensaio clínico multicêntrico e randomizado da região voltado à prevenção do declínio cognitivo em idosos.

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E não foi sobre um “truque” isolado. A intervenção juntou atividade física, alimentação, acompanhamento de saúde, exercícios para a mente e socialização. O ponto é: cérebro também se cuida em rede.

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Idade e genética não dá pra mudar. Mas pressão alta, diabetes, sedentarismo, isolamento social e hábitos alimentares são fatores que podem ser prevenidos, tratados ou controlados com acompanhamento adequado.

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A região precisa olhar com atenção para isso: uma metanálise de 2022 estimou demência em 9% das pessoas latino-americanas com 65 anos ou mais. Prevenir não pode ser privilégio de quem consegue pagar por tudo.

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O resultado latino-americano foi até maior que o observado no estudo FINGER, da Finlândia: lá, a melhora cognitiva global foi de 25% após dois anos. Aqui, o ganho chegou a 55% no grupo de maior risco.

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A grande lição é bem pé no chão: caminhar, comer melhor, manter consultas em dia, aprender coisas novas e conviver com outras pessoas não prometem “blindar” ninguém contra a demência. Mas podem proteger bastante a saúde do cérebro.

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