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🩺 Uma rede comunitária mostra que escutar quem vive as barreiras da saúde pode transformar vacinação, prevenção e acesso ao SUS.

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Mulheres negras estão ajudando a transformar o acesso à saúde no Rio de Janeiro 🩺🧵 O projeto Saúde das Mulheres Negras, da ONG Criola com 42 organizações e lideranças, leva demandas dos territórios diretamente para o fortalecimento do SUS.

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A ideia parte de um ponto simples: saúde não depende só da consulta. Renda, moradia, transporte, saneamento, racismo e distância até a unidade também influenciam quem consegue se prevenir e tratar doenças.

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Por isso, o projeto atua em duas frentes: forma lideranças locais sobre direitos e determinantes sociais da saúde; e dialoga com órgãos e unidades para cobrar vacinação, exames preventivos e atendimento adequado.

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Na prática, essas mulheres funcionam como uma vigilância popular da saúde: compartilham informações, incentivam visitas às unidades básicas e acompanham se os serviços estão, de fato, atendendo à população.

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Já há resultados concretos. Em uma unidade onde a vacina contra HPV não estava disponível, a mobilização ajudou a garantir o acesso. A prevenção do HPV é essencial porque o vírus está ligado à maioria dos casos de câncer do colo do útero.

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O recorte racial importa porque os indicadores não afetam todos da mesma forma. Mulheres negras enfrentam mais riscos e desfechos negativos, como na mortalidade materna, especialmente em áreas marcadas por desigualdade territorial e de renda.

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A iniciativa alcança 9 municípios da Região Metropolitana do Rio, onde vivem cerca de 1,5 milhão de mulheres negras cis e trans. Segundo o projeto, já houve participação em mais de 240 conselhos e 440 ações em unidades básicas.

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Um SUS mais forte começa por ouvir quem encontra as maiores barreiras para usá-lo. Quando a comunidade participa das decisões, a saúde deixa de ser só um serviço procurado na urgência e passa a ser um direito defendido todos os dias.

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