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🌿 Para famílias palestinas, a colheita de outubro sustenta a vida e preserva memórias. Agora, o caminho até as oliveiras é marcado por medo e violência.

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🌿 Na Cisjordânia ocupada, outubro costumava reunir famílias entre oliveiras centenárias. Neste ano, para muitos palestinos, chegar aos próprios campos pode significar enfrentar bloqueios, ameaças e ataques. 🧵

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A colheita não é só uma tradição: é renda, alimento e vínculo com a terra para gerações de famílias palestinas. Em vilarejos como Qira, na região de Salfit, as oliveiras carregam histórias ancestrais — e hoje também uma apreensão crescente.

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Segundo relato publicado pelo Middle East Eye, incursões militares, fechamento de estradas e a presença de grupos de colonos armados transformaram áreas rurais em zonas militarizadas antes mesmo da primeira azeitona ser colhida.

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A ONU registrou, em agosto, média superior a seis ataques diários ligados a colonos na Cisjordânia, conforme citado na reportagem. Para quem depende da safra, cada dia perdido pode comprometer o sustento de um ano inteiro.

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O ponto central é que esses episódios não são vistos pelas comunidades apenas como “conflitos entre civis”. Agricultores relatam expulsões e agressões enquanto assentamentos e postos avançados se expandem ao redor de suas terras.

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Sanções contra alguns indivíduos podem ter efeito limitado quando o medo é estrutural: armas, impunidade e restrições de circulação afetam comunidades inteiras. Proteção efetiva exigiria monitoramento independente e responsabilização por ataques.

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Uma oliveira leva anos para produzir; destruir o acesso a ela leva minutos. Às vésperas da colheita, a pergunta para milhares de famílias palestinas é brutalmente simples: poderão trabalhar em segurança na própria terra?

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