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Resumo em 10 segundos

Em um laboratório da USP, minúscimos “capturadores” magnéticos separaram terras raras sem resíduos poluentes. O próximo capítulo será no solo de Roraima. 🧲🌿

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Uma argila de Roraima chegou à USP. No laboratório, ela revelou um caminho promissor para separar terras raras com nanopartículas magnéticas — sem gerar resíduos poluentes. Agora, a técnica se prepara para sair da bancada e encarar o campo. 🧲🌿🧵

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A história começa no Complexo Barreira, em Caracaraí. Pesquisadores da UFRR estudam a região desde 2025 e encontraram rochas e argilas com alta concentração desses elementos químicos estratégicos.

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“Terras raras” não são exatamente raras: são 17 elementos difíceis de separar. E estão em baterias, celulares, carros elétricos, turbinas eólicas e muitos outros equipamentos que sustentam a tecnologia contemporânea.

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O desafio sempre foi extrair cada elemento sem um processo pesado e poluente. A equipe do químico Henrique Eisi Toma, da USP, criou nanopartículas preparadas para se ligar a uma terra rara específica — como capturadores microscópicos.

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Depois, entra um ímã: ele puxa as nanopartículas, já carregando o elemento desejado, para fora da mistura. Em um meio de acidez controlada, a terra rara é liberada. Uma separação precisa, pensada para evitar resíduos contaminantes.

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O salto econômico explica o interesse: uma tonelada de material misto pode valer cerca de US$ 8,5 mil. Com a separação individual dos elementos, o valor pode chegar a US$ 800 mil — se houver volume e viabilidade confirmados.

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Mas laboratório não é mina. A próxima etapa é sondar o solo entre 50 e 100 metros de profundidade, medir radioatividade e testar o método no ambiente real. É daí que virá a resposta sobre a dimensão do depósito.

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O Brasil tem a 2ª maior reserva global de terras raras. A questão não é só ter o mineral: é dominar ciência para extraí-lo com responsabilidade ambiental e transformar conhecimento em valor aqui. Roraima pode ser um capítulo importante dessa história.

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