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Resumo em 10 segundos

🌕 Quase 93% da Lua entrará na sombra mais escura da Terra na madrugada de 28 de agosto. Entenda por que o fenômeno é raro — e por que a manchete precisa de contexto. 🧵

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🌕 O Brasil terá um eclipse lunar parcial marcante na madrugada de 28 de agosto: cerca de 93% do diâmetro da Lua deve entrar na umbra, a sombra mais escura da Terra. Mas um ajuste importante: não é o “dia virando noite”. É a Lua escurecendo. 🧵

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A fase parcial começa por volta de 23h33, no horário de Brasília, ainda no dia 27, e o máximo ocorre pouco depois da meia-noite. O horário local e a altura da Lua no céu variam conforme a região — vale consultar uma previsão específica para sua cidade.

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O mecanismo é simples: Sol, Terra e Lua se alinham, com a Terra no meio. Ela bloqueia parte da luz solar que iria iluminar nosso satélite. Quanto mais a Lua avança pela umbra, mais nítida fica a “mordida” escura no disco lunar.

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A magnitude umbral estimada é 0,930. Em termos práticos, isso não quer dizer 93% da área lunar escura, mas que 93% do diâmetro aparente da Lua alcançará a umbra no auge. É um detalhe técnico que evita exageros — sem reduzir o impacto visual.

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Diferentemente de um eclipse solar, o lunar pode ser visto a olho nu com segurança: não precisa de filtro, telescópio ou equipamento caro. Binóculos ajudam a revelar mares e crateras, mas o principal requisito é um horizonte livre e céu sem nuvens.

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Não espere necessariamente uma Lua de Sangue completa. O vermelho intenso é mais típico dos eclipses totais, quando todo o disco recebe luz filtrada pela atmosfera terrestre. Neste parcial, pode haver tons avermelhados em áreas da Lua, mas o escurecimento dominará.

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Segundo o Observatório Nacional, este será o último eclipse lunar de grande magnitude visível do Brasil até o fim da década; os de 2027 serão penumbrais e bem mais discretos. O próximo total observável no país é previsto para 2029. Às vezes, olhar para cima é também perceber como eventos acessíveis a todos são extraordinários.

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