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Resumo em 10 segundos

💸 Assessoria e consultoria não são a mesma coisa — e a diferença aparece na forma como seu dinheiro remunera quem recomenda investimentos.

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“Eu não pago nada para o meu assessor.” Essa frase parece ótima… mas pode esconder um detalhe importante: talvez você pague, sim — só que o custo venha embutido nos produtos indicados. 💸🧵

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No Brasil, assessor e consultor de investimentos têm papéis diferentes na regulação. O assessor é ligado a uma corretora ou banco e pode ser remunerado pela distribuição de produtos. Já o consultor cobra diretamente do cliente e não pode receber de terceiros.

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Traduzindo sem economês: no modelo comissionado, parte da remuneração pode estar na taxa de um fundo, no spread de um título privado ou na comissão de uma emissão. Não é necessariamente errado — é um modelo legal. Mas entender o incentivo muda bastante a conversa.

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O consultor de valores mobiliários, por sua vez, recebe um fee do investidor — normalmente fixo ou percentual sobre o patrimônio. Em troca, precisa manter independência: a regra impede receber pagamentos de bancos, corretoras ou gestoras pelos produtos recomendados.

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A grande virada foi a Resolução CVM 179, apelidada de “resolução da transparência”. Desde novembro de 2024, intermediários precisam informar quanto recebem pelos produtos recomendados e enviar um extrato trimestral consolidado ao cliente.

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Vale abrir esse extrato quando ele chegar no app ou e-mail. Compare custos, pergunte como seu profissional é remunerado e entenda os conflitos de interesse possíveis. Transparência não substitui uma boa recomendação, mas dá ao investidor mais poder para avaliar se ela faz sentido.

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No fim, não existe modelo magicamente gratuito: alguém paga pela orientação, de forma explícita ou embutida. A pergunta mais útil não é “quanto custa?”, mas “quanto custa, quem recebe e quais incentivos isso cria?”.

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E aí, o que você achou?

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