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Rede D'Or e Vivo discutem como big data e AI prometem revolução na saúde — e quais riscos políticos e sociais isso traz 🤔🏥

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'Não sou médico, mas salvo vidas': Rede D'Or e Vivo debatem como tecnologia e big data estão redefinindo o setor de saúde no Brasil 🏥🤖 🧵 No videocast, executivos e o chefe de TI da Rede D'Or falaram sobre o maior banco de dados do país — e os dilemas que isso traz.

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Contexto: a Rede D'Or tem 80+ hospitais e diz ter o maior repositório de dados de pacientes do Brasil. O desafio não é só coletar, é governar: anonimização, consentimento, qualidade dos dados e uso ético para decisões clínicas.

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O lado bom: AI e analytics podem reduzir filas, aprimorar triagem, prever demandais e levar telemedicina a áreas remotas. Mas a democratização depende de infraestrutura (internet), interoperabilidade com o SUS e políticas públicas claras.

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O problema político: concentração de dados em grandes redes privadas + parcerias com operadoras (como a Vivo) cria uma nova camada de poder. Quem controla os algoritmos e os fluxos de informação pode influenciar acesso, preços e políticas.

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Impacto sobre trabalho e meio ambiente: digitalizar processos pode aliviar profissionais, mas exige requalificação e proteção de direitos trabalhistas. E data centers e infraestrutura têm pegada ambiental — sustentabilidade precisa ser parte da estratégia.

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O que é preciso em termos de política: aplicação rígida da LGPD a dados de saúde, padrões abertos de interoperabilidade, auditorias independentes, transparência em contratos público-privados e mecanismos que evitem monopólio de conhecimento clínico.

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Reflexão final: tecnologia pode salvar vidas — mas sob que regras? Sem regulação, transparência e foco em inclusão, corremos o risco de transferir poder público para poucos. Queremos saúde digital eficiente e plural, ou saúde digital concentrada?

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