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Resumo em 10 segundos

🎬 O documentário acompanha denúncias sobre o uso da IA Lavender para selecionar alvos em Gaza — e a decisão humana por trás de cada ataque. 🧵

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Uma IA capaz de transformar ligações, localização e dados de celulares em “suspeitos” de terrorismo: é o centro de “Naza”, filme que chega aos cinemas brasileiros na quinta (8). 🎬🤖🧵

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Dirigido pelos israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor, o documentário reúne relatos anônimos de 24 pessoas ligadas ao Exército e à inteligência de Israel. A história não é sobre uma máquina agindo sozinha — é sobre decisões humanas tomadas a partir dela.

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O sistema chamado Lavender teria usado conexões telefônicas e geolocalização para apontar possíveis vínculos com o Hamas. Segundo os entrevistados, em Gaza os celulares estariam sob vigilância ampla, convertendo a vida digital cotidiana em dado de guerra.

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O problema começa quando correlação vira sentença. Um relato citado no filme diz que até o dono de uma padaria próxima a um centro do Hamas poderia ser marcado: contatos frequentes com pessoas do local poderiam parecer “prova” para o algoritmo.

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Fontes ouvidas no documentário afirmam que o sistema tinha margem de erro de ao menos 10%. Ainda assim, a seleção automatizada teria servido de base para ataques — inclusive a residências, onde familiares e vizinhos também ficavam expostos às bombas.

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A tecnologia não apertava o botão: havia uma etapa de autorização humana. Esse detalhe é crucial. IA pode acelerar triagens e ampliar vigilância, mas responsabilidade legal, ética e política não pode ser terceirizada a um modelo estatístico.

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“Naza” vem de “Nezek Agavi”, expressão hebraica para “dano colateral”. O título confronta justamente essa linguagem burocrática: por trás de métricas, listas e probabilidades existem pessoas, famílias e infraestrutura civil destruída.

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A grande pergunta deixada pelo filme é tecnológica e humana: quando sistemas opacos ajudam a decidir quem será tratado como alvo, quais limites, auditorias independentes e regras internacionais impedem que erro algorítmico se transforme em tragédia irreversível?

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