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Resumo em 10 segundos

Mais um ano com representatividade reduzida: Mary E. Brunkow foi a única mulher laureada em ciências em 2025 🔬🧠

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Nobel 2025: apenas uma mulher premiada nas categorias científicas — a americana Mary E. Brunkow — e um laureado nascido no Oriente Médio cuja carreira foi desenvolvida nos EUA 🔬 🧵

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Mary E. Brunkow dividiu o Nobel de Medicina com dois homens; em Física e Química, todos os laureados foram homens. Mais uma cena recorrente: presença feminina mínima mesmo com milhares de mulheres atuando em pesquisa e clínica.

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Historicamente, desde 1901, a presença feminina nas três categorias científicas foi registrada em apenas 21 ocasiões. Essa estatística vira narrativa: não é falta de talento, é reflexo de barreiras estruturais que ainda impedem visibilidade e reconhecimento.

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Pense na trajetória de Mary: anos de trabalho, colaborações e reconhecimento tardio — realidade comum a muitas pesquisadoras. Prêmios contam histórias, e a história que esse ano conta é sobre créditos que chegam de forma desigual.

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Outro ponto raro deste Nobel: um laureado nasceu no Oriente Médio, mas teve a carreira construída nos EUA. É uma história sobre circulação de cérebros, oportunidades concentradas e como centros de poder científico ainda atraem talento global.

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O que explica esse padrão? Falta de financiamento equitativo, redes profissionais fechadas, vieses de citação e crédito, e menos oportunidades para mulheres e cientistas fora de polos hegemônicos. Soluções passam por políticas públicas, bolsas inclusivas e revisão de métricas.

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No fim, o Nobel 2025 é uma chamada: celebrar conquistas como a de Mary Brunkow, sem perder de vista que reconhecimento maior exige mudanças sistêmicas — mais diversidade nas comissões, mais investimento regional e valorização do trabalho coletivo. Um dado pra pensar: apenas 21 ocasiões com presença feminina nas três ciências desde 1901.

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