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Resumo em 10 segundos

Um estudo encontrou pressão alta em 28,3% de crianças e adolescentes avaliados no Brasil. A história começa bem antes da vida adulta. ❤️🩺

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A pressão alta, que muita gente associa aos adultos, já aparece cedo: 28,3% das crianças e adolescentes avaliados tinham hipertensão, aponta o estudo Brasil Coração Saudável, da SBC. E outros 11,6% tinham pré-hipertensão. 🩺🧵

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A pesquisa acompanhou 6.092 estudantes de 38 escolas brasileiras. Por trás dos percentuais há uma história silenciosa: a hipertensão geralmente não causa sintomas, mas pode começar a afetar vasos e coração muito antes de alguém perceber.

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Os números mudam com a idade e o sexo. Entre meninos de 15 a 18 anos, 40,7% apresentaram hipertensão; nos menores de 7 anos, foram 39,1%. Não é uma estatística para gerar culpa — é um sinal para olhar a saúde infantil mais cedo.

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O ponto de virada mais forte aparece no peso: 1 em cada 3 participantes tinha excesso de peso. Foram 19,5% com sobrepeso e 13,6% com obesidade. Entre quem tinha obesidade, 48,4% também apresentavam hipertensão.

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Na adolescência, a combinação ficou ainda mais preocupante: entre jovens de 15 a 18 anos com obesidade, 60,5% tinham hipertensão. Peso, sono, alimentação, estresse, genética e ambiente se cruzam — não é uma questão de responsabilidade individual isolada.

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A rotina ajuda a contar essa história: 59% passavam mais de 3 horas por dia diante de telas, enquanto 66% faziam só 1 a 2 horas de atividade física por semana. Celular e TV dominavam o tempo de tela.

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A resposta não cabe apenas dentro de casa. Escola, espaços públicos seguros, alimentação acessível e acompanhamento na atenção básica podem mudar trajetórias. Medir a pressão na infância é simples; agir cedo pode proteger décadas de vida.

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