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Resumo em 10 segundos

🌌 Quando uma estrela chega perto demais, um buraco negro não engole tudo de uma vez. Agora, cientistas podem ter entendido por que seus jatos aparecem com tanto atraso. 🧵

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Buracos negros parecem “arrotar” depois de devorar estrelas — e cientistas podem ter descoberto por que isso às vezes demora anos. 🌌 O estudo analisou jatos expelidos após estrelas serem destruídas por buracos negros supermassivos. 🧵

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Primeiro, o básico: o buraco negro não funciona como um aspirador que puxa tudo instantaneamente. Uma estrela que passa perto demais é rasgada pela gravidade extrema, num processo apelidado de “espaguetificação”.

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Esse evento se chama perturbação de maré. Parte da estrela forma um fluxo caótico de gás ao redor do buraco negro; outra parte pode ser lançada de volta ao espaço. Em alguns casos, surgem jatos extremamente energéticos.

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O mistério era o relógio desses jatos: eles podiam aparecer cerca de 1 ano depois da destruição da estrela — ou só após 3 a 5 anos. Por que o “arroto” cósmico não acontecia sempre no mesmo momento?

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Adelle Goodwin e Andrew Mummery analisaram 20 perturbações de maré com radiotelescópios. Ondas de rádio são essenciais aqui: elas permitem rastrear o material expelido e acompanhar como esses jatos atravessam o espaço.

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A explicação proposta está na evolução dos destroços estelares. Antes de lançar um jato, o material precisa se reorganizar e formar uma estrutura de acreção capaz de alimentar esse processo. Essa montagem pode levar tempos bem diferentes.

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Não é só uma curiosidade cósmica: jatos de buracos negros podem se estender por escalas enormes e influenciar o gás disponível numa galáxia, afetando sua evolução. Entender quando eles nascem ajuda a montar esse quebra-cabeça em escala cósmica. 🔭

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