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Não se trata só de lançar foguetes: o espaço virou infraestrutura para comida, logística, comunicação e inovação. 🚀🇧🇷

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O Brasil se prepara para seu próximo voo na economia espacial 🚀🇧🇷 Um consórcio de empresas, com apoio público, desenvolve o Microlançador Brasileiro (MLBR) para disputar um mercado que pode chegar a US$ 1,8 trilhão em 2035. 🧵

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A imagem mais famosa do setor é a do foguete cruzando o céu. Mas o dinheiro, em grande parte, está mais perto do chão: nos dados e sinais de satélite usados todos os dias por empresas e governos.

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São as chamadas “reach applications”: satélites ajudando a traçar rotas de transporte, conectar regiões, monitorar lavouras, organizar estoques do varejo e ampliar serviços de comunicação.

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Segundo o Fórum Econômico Mundial, transporte, varejo, comunicações, defesa e alimentos e bebidas devem responder por mais de 60% do crescimento espacial na próxima década. O espaço deixou de ser só exploração: virou infraestrutura.

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É nesse ponto que entra o MLBR. Vinte e três anos após a tragédia de Alcântara interromper o VLS, o novo projeto tenta reconstruir capacidade industrial — agora com empresas dividindo competências que nenhuma conseguiria reunir sozinha.

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Cenic, Concert Space, ETSYS, Delsis e PlasmaHub repartem o trabalho: propulsão, navegação, segurança de voo, telemetria e controle de lançamentos. A iniciativa está integrando e validando sistemas críticos.

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O desafio não é apenas lançar um foguete. É formar profissionais, criar fornecedores e transformar conhecimento em negócios locais. Com coordenação pública e indústria, autonomia espacial pode significar mais inovação aplicada à economia brasileira.

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