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Resumo em 10 segundos

O órgão de concorrência brasileiro ampliou as investigações sobre plataformas, IA e algoritmos. O recado ao mercado é claro: crescer não pode significar fechar portas. 🔎

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O Cade apertou o foco sobre as big techs no Brasil: 8 das 9 novas investigações abertas entre janeiro e junho de 2026 miraram exclusivamente mercados digitais. 📱⚖️🧵

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Por trás do número há uma mudança de roteiro. Durante anos, plataformas digitais cresceram mais rápido do que as ferramentas de fiscalização. Agora, algoritmos, IA e poder de plataforma entraram de vez na pauta concorrencial.

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Um dos capítulos envolve a Meta. O Cade apura um possível abuso de posição dominante após mudanças no WhatsApp que limitaram o acesso de provedores de IA à plataforma. Quando uma porta digital se fecha, quem fica de fora? 🤖

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O Google também está no radar, em uma investigação ligada aos mercados de buscas e notícias. São áreas que definem o que encontramos, lemos e, muitas vezes, quais empresas conseguem ser vistas na internet.

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A história chega às aquisições. Em 4 dos 9 APACs julgados no semestre havia mercados de IA — incluindo a compra da Inflection AI pela Microsoft, uma acqui-hire de US$ 650 milhões que precisou ser justificada ao Cade.

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O desafio são as chamadas “killer acquisitions”: quando uma gigante compra uma startup promissora antes que ela vire concorrente real. Muitas operações passam longe dos limites de faturamento que exigem notificação formal.

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O ponto não é punir inovação — é preservar espaço para ela. Se startups, pesquisadores e novos serviços não conseguem acessar plataformas essenciais, a IA pode ficar concentrada em poucas mãos. O Cade sinaliza que esse enredo terá novos capítulos.

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