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Resumo em 10 segundos

🌳📱 Na floresta de Lábrea, IA e drones estão encurtando caminhos, ampliando a coleta e transformando o manejo da castanha.

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Um mapa no celular mostrou a Eliane Santos algo que ela jamais imaginava: havia mais de 150 castanheiras na área onde sua família conhecia apenas 60. 🌳📱🧵

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Extrativista em Lábrea (AM), Eliane decidiu testar a novidade. O NetFlora apontava cinco árvores em um ponto do mapa. Ela entrou na mata com o telefone na mão — e encontrou exatamente as cinco castanheiras marcadas.

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Por trás daqueles “pontinhos” há drones, base de dados e inteligência artificial desenvolvida pela Embrapa. O NetFlora cria inventários florestais em poucos minutos e, segundo os pesquisadores, chega a 98% de assertividade na identificação.

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A tecnologia nasceu para reconhecer espécies madeireiras, mas ganhou outro rumo: ajudar quem vive do extrativismo a planejar uma coleta mais eficiente, sem depender apenas da memória, da experiência e de longas buscas na floresta.

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Antes, o olhar de quem caminha pelas trilhas alcançava castanheiras a até 70 metros. Com o mapeamento por drone, esse raio pode chegar a 200 metros. Em só 15 dias, foram mapeados 28 mil hectares.

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O impacto aparece no relógio: trajetos que levavam mais de uma hora passaram a durar até 20 minutos, com rotas indicadas pelo app. Em um ano usando o NetFlora, Eliane elevou sua produção — e sua renda — em 62%.

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Em safras fracas, o mapa ajuda a encontrar alternativas; em anos cheios, permite organizar melhor a coleta. Quando tecnologia chega de forma útil a quem trabalha na floresta, ela não substitui saberes locais: amplia sua força. 🌿

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