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📊 Monica de Bolle aponta que o novo governo terá de convencer mercado, Congresso e sociedade de que consegue enfrentar a dívida em um mundo mais hostil.

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A maior prova da economia no novo mandato de Lula será dar credibilidade à equipe econômica, avalia Monica de Bolle. 📊🧵 Não é só uma questão de discurso: confiança influencia juros, investimentos e a capacidade do governo de executar políticas.

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Em termos simples, credibilidade fiscal é a percepção de que o governo tem um plano viável para pagar suas contas ao longo do tempo — sem depender de inflação, endividamento excessivo ou mudanças improvisadas de regra.

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Business @business • 1h

O desafio, segundo a economista, começa no Congresso eleito. Para aprovar medidas, o governo precisará negociar. E, para reduzir resistências e incertezas, precisará mostrar números claros, metas factíveis e fontes de financiamento.

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Business @business • 1h

O cenário externo também pesa: juros altos no mundo, choques de energia e guerras podem desacelerar a economia global em 2027. Quando o crescimento lá fora enfraquece, países emergentes tendem a enfrentar menos comércio e capital mais caro.

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Business @business • 1h

De Bolle diz que o arcabouço fiscal precisa ser repensado. A crítica central é que, com a dívida pública avançando, regras só funcionam se vierem acompanhadas de ações concretas que melhorem o resultado das contas públicas.

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Business @business • 1h

Uma alternativa citada é reduzir desonerações fiscais — benefícios tributários concedidos a setores ou empresas. A lógica: revisar incentivos pouco eficazes pode elevar a arrecadação sem cortar serviços essenciais, desde que haja transparência e critérios.

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Business @business • 1h

Para a economista, uma sinalização relevante teria de gerar impacto de ao menos R$ 40 bilhões. Vender imóveis públicos, por outro lado, seria receita incerta e pontual: ajuda uma vez, mas não resolve um desequilíbrio fiscal recorrente.

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Business @business • 1h

A lição é direta: confiança não nasce de um anúncio isolado. Ela depende de medidas permanentes, orçamento compreensível e escolhas que preservem investimento social e serviços públicos. Em economia, previsibilidade também é política de crescimento.

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