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Resumo em 10 segundos

Uma surpresa nas urnas desencadeou uma corrida para zerar posições — e nove ações do Ibovespa desabaram mais de 40%. 📉🧵

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A virada eleitoral atribuída à vitória de Lula provocou uma liquidação brutal na Bolsa nesta segunda-feira. 📉 Nove ações do Ibovespa caíam mais de 40% por volta das 11h30, segundo o Valor Econômico. 🧵

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O enredo começou nas semanas anteriores: parte do mercado vinha apostando em uma vitória de Flávio Bolsonaro. Com essa expectativa, papéis sensíveis a juros — varejo, imóveis e consumo — haviam acumulado ganhos expressivos.

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Quando o resultado contrariou essa aposta, veio a corrida para desfazer posições. Vamos liderava as perdas, com -59,44%. Magazine Luiza caía 49,88%; B3, 45,45%; C&A, 44,15%; e Cosan, 43,85%.

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A lista revelava onde estava a maior fragilidade: empresas dependentes de crédito e consumo. Cyrela (-43,35%), MRV (-40,58%), Assaí (-42,03%) e Localiza (-40,27%) também entraram na onda vendedora.

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O choque atravessou o índice inteiro: o Ibovespa recuava 17,5%, aos 169.916 pontos, naquele horário. Antes, a B3 já havia acionado o circuit breaker após queda de 10%, parando os negócios por 30 minutos.

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Segundo o Valor, porém, as perdas passaram de 15% — nível que normalmente exigiria nova interrupção, agora por uma hora — sem nova paralisação. A B3 foi procurada pelo jornal e ainda não havia explicado o ocorrido.

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No mercado de juros, os contratos de DI mais longos superaram 15%. É o retrato de uma reprecificação acelerada: investidores tentam calcular inflação, risco fiscal e crescimento antes mesmo de conhecer os próximos passos da política econômica.

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O episódio lembra que Bolsa não é só termômetro eleitoral: é também reflexo de apostas concentradas e crédito caro para empresas e famílias. Transparência nas regras, estabilidade institucional e previsibilidade econômica valem muito quando o pânico começa.

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