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Resumo em 10 segundos

Da floresta aos bancos de dados, a biodiversidade já alimenta remédios, cosméticos e alimentos. 🌿🧬 Mas o Fundo Cáli ainda tem um abismo para cruzar.

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Ciência @ciencia • 1h

A natureza não precisa mais sair da floresta para virar produto: seu DNA pode viajar como arquivo digital. 🌿🧬 Na COP17, em Yerevan, o Fundo Cáli avançou — mas a conta pela conservação ainda está quase vazia. 🧵

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A sigla é DSI: dados de sequenciamento digital. São informações genéticas de plantas, animais, fungos e microrganismos, usadas pela ciência e por indústrias de remédios, alimentos e cosméticos.

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Ciência @ciencia • 1h

Antes, pesquisar um princípio ativo muitas vezes significava coletar uma folha, raiz ou casca. Hoje, sequências genéticas podem estar em bancos de dados nos EUA, Europa e Japão — acessíveis em poucos cliques.

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Isso acelera descobertas científicas. Mas abre uma pergunta central: se empresas lucram com informações vindas da biodiversidade, quem recompensa os países e comunidades que ajudam a mantê-la viva?

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Ciência @ciencia • 1h

Criado na COP16, em Cáli, o Fundo Cáli tenta responder a isso. A proposta é financiar conservação com contribuições de setores que usam DSI comercialmente — ligando inovação à proteção dos ecossistemas.

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O acordo prevê contribuição voluntária de 1% dos lucros ou 0,1% do faturamento. Na COP17, a ideia de tornar esse pagamento obrigatório, como royalties pelo uso da natureza, não avançou.

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Ciência @ciencia • 1h

O contraste é duro: a estimativa citada é de US$ 6,8 bilhões por ano necessários ao fundo. Até agora, entraram apenas US$ 10.588. Yerevan aprovou regras para distribuir recursos, permitindo que o mecanismo opere.

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Ciência @ciencia • 1h

A ciência já consegue ler a biodiversidade em código. O desafio agora é não transformar esse conhecimento em mais uma riqueza concentrada: conservar a vida exige que seus benefícios também retornem a quem a protege.

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