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Resumo em 10 segundos

Mulheres são maioria na formação acadêmica, mas perdem espaço nos postos de decisão e prestígio científico. O estudo do INPE explica por quê. 🔬✂️

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Mulheres são 57% da graduação no Brasil, mas sua presença encolhe nos cargos de maior prestígio e poder na ciência. O fenômeno, chamado “efeito tesoura”, é analisado em estudo de pesquisadora do INPE. 🔬✂️🧵

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A pesquisa é da Dra. Myanna Lahsen, pesquisadora titular do INPE, e ganha destaque durante a preparação da SNCT 2026. O tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será “Ciência Delas”.

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Os dados mostram um contraste: mulheres também são maioria entre bolsistas de pós-graduação da Capes, com 53%. Porém, a participação feminina cai conforme a carreira avança para posições de influência.

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Nos níveis mais altos, homens predominam entre bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq, integrantes de Comitês Assessores e coordenadores de área da Capes — espaços que ajudam a definir recursos, avaliações e prioridades científicas.

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Segundo o estudo, a desigualdade não se explica por falta de mérito ou apenas por hostilidade explícita. Ela também opera por vieses implícitos e rotinas institucionais que parecem neutras, mas produzem resultados desiguais.

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Um exemplo: avaliações podem valorizar os pontos fortes dos homens e examinar com mais rigor fragilidades percebidas nas mulheres. A soma de critérios, exigências e julgamentos subjetivos afeta promoções, bolsas e reconhecimento.

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O levantamento também aponta barreiras conhecidas, como o teto de vidro e a sobrecarga desigual do trabalho doméstico e de cuidado. Sem condições equivalentes para produzir ciência, a competição acadêmica deixa de partir do mesmo ponto.

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A agenda “Ciência Delas” coloca o tema no centro do debate: ampliar a participação feminina não é só uma questão de justiça, mas de fortalecer a diversidade de perspectivas que produz conhecimento e inovação no país.

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