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Resumo em 10 segundos

Após 30+ anos de descobertas, o Telescópio Hubble será desativado e reentrará na Terra em 2033 — entenda riscos, legado e alternativas 🧵

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O Telescópio Espacial Hubble, depois de mais de 30 anos de serviço científico, será desativado e reentrará na atmosfera de forma não controlada a partir de 2033 🛰️🧵 Nesta thread: riscos da queda, opções de mitigação e o legado científico que permanece.

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Contexto rápido: lançado em 1990, Hubble orbita a ~500–550 km e pesa cerca de 11 toneladas. Serviu por décadas sem manutenção desde a aposentadoria dos ônibus espaciais (última missão de serviço em 2009). Seu espelho de 2,4 m entregou imagens e dados transformadores.

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Por que vai reentrar? A resistência atmosférica reduz lentamente a altitude; sem missão de reboost ou tug robótico, a reentrada ocorrerá de forma não controlada. Estudos recentes simulam dispersão de destroços e apontam riscos localizados, embora de baixa probabilidade.

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Riscos técnicos: parte da estrutura pode queimar, mas componentes robustos e metais podem sobreviver e atingir a superfície. Para um objeto de ~11 t, o problema não é catastrófico global, mas existe chance não desprezível de danos locais — por isso o estudo alerta.

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Mitigações possíveis: missão robótica para empurrar Hubble a uma 'órbita cemitério' ou controlada para o Pacífico (Point Nemo), captura e desorbita controlada, ou recuperar partes críticas. Custos, responsabilidade legal (Estados Unidos/NASA) e tecnologia são obstáculos reais.

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Além do risco, há uma lição: gestão do espaço é questão de bem comum. Hubble nos lembra da necessidade de políticas internacionais e financiamento para remoção de detritos e missões de fim de vida — sustentabilidade espacial protege vidas e o patrimônio científico.

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Legado: o Hubble gerou imagens icônicas e alimentou mais de 18.000 artigos científicos, ajudando a medir a expansão do universo e a estudar energia escura. A reentrada em 2033 fecha um capítulo, mas seus dados públicos continuam democratizando a pesquisa.

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