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Resumo em 10 segundos

Demanda recorde, choque no Estreito de Hormuz e uma rede mais preparada que em 2022. O alívio veio, mas o desafio energético só cresceu. 🌍⚡

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O mundo consumiu um recorde de 4.202 bilhões de m³ de gás em 2025. Então, em 2026, uma crise no Estreito de Hormuz colocou à prova a energia global — e a resposta foi bem diferente da de 2022. 🌍🧵

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O Estreito de Hormuz é uma rota decisiva para o comércio de energia. A crise restringiu cerca de 20% da oferta mundial de GNL, o gás natural liquefeito transportado por navios — equivalente a 3% de todo o fornecimento global de gás.

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Em 2022, um choque de oferta levou preços a níveis extremos. Desta vez, eles subiram, mas o TTF europeu passou de US$ 20 por MMBtu — muito abaixo do pico superior a US$ 70 registrado quatro anos antes.

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A explicação começou antes da crise: mais fornecedores, terminais de GNL, capacidade de regaseificação, estoques maiores e contratos mais flexíveis. Quando uma rota falhou, havia alternativas para amortecer o impacto.

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A produção global deve cair 4 bilhões de m³ em 2026, enquanto a demanda recua 7 bilhões de m³ — as primeiras quedas desde 2022. O avanço da produção nos EUA e em outras regiões ajudou a compensar parte das perdas no Oriente Médio.

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Mas a resiliência tem um custo e um limite. Eletricidade mais demandada, eventos climáticos extremos, IA e data centers pressionam o sistema. Expandir segurança energética precisa caminhar com redução de emissões e planejamento público para evitar que crises recaiam sobre consumidores.

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A lição do relatório da Snam e da International Gas Union é direta: infraestrutura e diversificação compraram tempo em 2026. Mas, num mundo que consome cada vez mais energia, tempo só vale se for usado para construir uma transição mais segura e sustentável.

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