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Resumo em 10 segundos

Em 1956, a IBM transformou 5 MB em acesso instantâneo à informação. Setenta anos depois, armazenar tudo parece normal — mas não é neutro. 💾

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Há 70 anos, a IBM lançou um HD de apenas 5 MB — e ele mudou a lógica da informação. 💾🧵 No 305 RAMAC, dados que levavam horas ou dias para ser encontrados passaram a ser acessados em segundos.

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O salto não foi só de capacidade, mas de método: o RAMAC permitia “acesso aleatório”. Em vez de percorrer uma fita inteira até achar um registro, o computador podia buscar diretamente o dado necessário.

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Parece banal hoje, mas essa mudança abriu caminho para bancos de dados, sistemas de reserva, gestão empresarial e, décadas depois, serviços online. A velocidade de encontrar informação virou infraestrutura econômica.

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O primeiro HD comercial da IBM usava 50 discos de 24 polegadas e ocupava o equivalente a dois refrigeradores. Seus 5 MB hoje caberiam em uma foto comprimida — ou em uma fração minúscula de um aplicativo.

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A comparação com HDs atuais, de dezenas de terabytes, impressiona. Mas capacidade não é o único indicador de progresso: quanto mais dados produzimos, mais dependemos de data centers, energia, redes e cadeias de fabricação.

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Também há uma questão de poder: a evolução do armazenamento tornou possível guardar e analisar volumes gigantescos de informações pessoais. Conveniência sem transparência pode virar vigilância — por empresas, plataformas ou governos.

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Dos 5 MB do RAMAC à nuvem quase invisível, o HD ensinou que inovação não é apenas guardar mais. É decidir quem controla os dados, por quanto tempo e com quais custos ambientais e sociais. Essa discussão só ficou maior.

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