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Resumo em 10 segundos

Uma quadrilha desativou alarmes, usou empilhadeiras da própria vinícola e fugiu com vinhos de até €500 a garrafa. 🍷🕵️

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30 mil garrafas de alguns dos vinhos mais cobiçados da Itália sumiram de uma vinícola na Toscana — prejuízo estimado: €5 milhões. 🍷🚛🧵 A ação, descrita como o maior roubo de vinho já registrado no país, teve planejamento de filme.

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O alvo foi uma unidade da Marchesi Antinori, perto de Cortona, na província de Arezzo. Fundada em 1385 e administrada pela mesma família há 26 gerações, a empresa é um dos símbolos internacionais do vinho italiano.

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Como o crime aconteceu? Pelo menos sete pessoas teriam agido numa noite de sábado. Primeiro, desativaram o alarme e as câmeras. Depois entraram com dois caminhões de grande porte — sinal de que conheciam muito bem a operação logística.

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A quadrilha usou as empilhadeiras da própria vinícola para carregar as caixas. Não eram garrafas comuns: estavam entre elas Solaia, Tignanello e Guado al Tasso, rótulos que normalmente custam entre €150 e €500 no varejo.

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Só de Solaia, foram cerca de 10 mil garrafas da safra 2023, considerada excepcional pela empresa. Vinhos desse nível têm lotes, rótulos e canais de distribuição rastreáveis — o que pode dificultar a revenda clandestina.

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O furto ocorreu no sábado, foi descoberto na segunda e só divulgado na sexta para não atrapalhar a investigação. Polícia e Carabinieri analisam imagens e evidências, enquanto a Antinori alerta clientes a evitar ofertas fora de canais oficiais.

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Por que é difícil esconder esse saque? Dois caminhões cheios de vinhos premium exigem armazenamento, transporte e compradores. E, quanto mais raro e famoso o rótulo, maior a chance de uma garrafa suspeita chamar atenção no mercado.

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O caso supera o roubo de 2017, quando 2 mil garrafas avaliadas em €750 mil foram levadas perto de Cervia. A história mostra que produtos de luxo também viram alvo de crime organizado — e que rastreabilidade é parte central da proteção.

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