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💼 Ao menos 100 empresas já vasculham clientes, sócios e fornecedores para evitar um elo que possa travar seus negócios.

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Empresas brasileiras entraram em modo investigação. 🔎 Ao menos 100 companhias contrataram consultorias para rastrear clientes, fornecedores e sócios após os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas. 🧵

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A cena começa longe das fábricas e lojas: numa planilha. Grandes grupos, inclusive companhias listadas em Bolsa, passaram a procurar possíveis vínculos com crime organizado em processos, notícias, redes sociais e cadastros corporativos.

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O gatilho foi a decisão do governo Donald Trump, em vigor desde junho, de incluir PCC e CV nas listas de Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados, segundo reportagem de O GLOBO.

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Não é uma checagem barata. Uma apuração aprofundada sobre um possível sócio pode partir de R$ 20 mil. Mapear toda a cadeia de fornecedores de uma grande empresa pode custar dezenas de milhões de reais.

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Por quê? Porque uma sanção pode isolar uma companhia: dificultar acesso a sistemas de computador, ao sistema financeiro e, na prática, bloquear vendas e parcerias. O risco deixa de ser só reputacional — vira risco de sobrevivência operacional.

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O México mostra por que o mercado está atento: após cartéis entrarem na lista americana, duas operadoras de combustíveis foram sancionadas três meses depois; em seguida, três instituições financeiras. Compliance virou uma linha de defesa central — sem substituir investigação pública e devido processo.

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