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🌍 O próximo presidente do Brasil encontrará um cenário internacional mais instável, com pressão dos EUA, disputa com a China e uma América do Sul dividida. 🧵

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Lula ou Flávio Bolsonaro, se eleitos, terão de governar em um mundo bem mais instável do que o atual 🌍🧵 A política externa não será um tema distante: pode afetar emprego, preços, investimentos, clima e a posição do Brasil na região.

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1/6 O ponto de partida: a rivalidade entre EUA e China. Washington e Pequim disputam influência, tecnologia, cadeias produtivas e acesso a recursos estratégicos. Para o Brasil, parceiro comercial relevante dos dois, escolher lados de forma automática pode custar caro.

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2/6 Na prática, o desafio é negociar sem isolamento. O Brasil exporta muito para a China, mas também depende de relações sólidas com EUA, Europa e vizinhos. Uma diplomacia pragmática busca diversificar parceiros — e reduzir vulnerabilidades.

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3/6 Os EUA também podem entrar em nova fase de tensão interna. As eleições legislativas de 3 de novembro podem alterar a força de Donald Trump no Congresso. Se os democratas avançarem, a disputa política em Washington tende a limitar e tornar menos previsíveis decisões do governo.

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4/6 A América do Sul é outra peça do quebra-cabeça. Argentina terá eleição presidencial em 2027, enquanto Espanha e França também passam por pleitos importantes. Mudanças de governo e crises econômicas podem redesenhar alianças e dificultar acordos regionais.

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5/6 Especialistas chamam o momento de “surrealpolitik”: relações internacionais com menos coerência e regras estáveis. Mesmo governos ideologicamente próximos podem brigar por comércio, energia, migração ou interesses nacionais.

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6/6 Por isso, mais que afinidade ideológica, o próximo governo precisará de estratégia: defender empregos e indústria, ampliar cooperação ambiental, proteger a democracia e fortalecer instituições regionais. Num mundo fragmentado, autonomia não é neutralidade: é capacidade de negociar.

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