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📊 O Brasil combina renda e emprego melhores com uma dívida pública cada vez mais cara. Entenda o desafio que ficará para o próximo governo. 🧵

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📊 O Brasil se aproxima de 2026 com um paradoxo: indicadores de renda, pobreza e emprego melhoraram, mas o espaço para novos investimentos e políticas públicas é limitado pela escalada da dívida e dos juros. 🧵

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Segundo a análise citada pela Folha, a fragilidade fiscal não começou no atual governo. Após a crise global de 2008, o esforço para gerar superávit primário —a poupança antes do pagamento de juros— perdeu força.

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De 2002 a 2008, o superávit primário médio do setor público consolidado foi de 3,4% do PIB. Entre 2009 e 2013, já sob Lula 2 e Dilma 1, a média caiu para 1,5% do PIB, descontadas receitas extraordinárias.

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Receitas não recorrentes ajudaram a melhorar resultados em alguns anos, mas reduziram a credibilidade das metas fiscais. A partir de 2014, o país deixou de produzir superávits, enquanto inflação e endividamento avançaram.

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O custo é direto: quanto maior a dívida e mais altos os juros, maior a fatia do Orçamento destinada ao serviço da dívida. Isso reduz a margem para investimento, infraestrutura e políticas capazes de sustentar crescimento e inclusão.

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O debate não se resume a cortar ou gastar mais. O desafio é construir regras fiscais críveis, melhorar a qualidade do gasto e preservar políticas sociais eficientes. Sem previsibilidade, juros altos e restrição orçamentária tendem a se reforçar mutuamente.

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Para o próximo presidente, o ponto de partida será um mercado de trabalho mais favorável, mas com Orçamento pressionado. A questão central de 2026: como manter avanços sociais sem transferir uma conta fiscal ainda maior para os próximos anos?

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