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Observações do TESS e do CHEOPS indicam que HIP 67522 b aumenta em 6 vezes a chance de flares na estrela que orbita. E sofre as consequências. 🌌

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Um planeta gigante parece estar acionando explosões na própria estrela — e recebendo de volta uma dose destrutiva de radiação. 🌌🧵 Dados de TESS e CHEOPS apontam que HIP 67522 b eleva em 6 vezes a chance de flares durante seus trânsitos.

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O sistema fica a pouco mais de 400 anos-luz da Terra. HIP 67522 b completa uma órbita em 6 dias e 19 horas. Sempre que passa diante da estrela, os flares aparecem com uma frequência muito acima do esperado para coincidências aleatórias.

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Flares são explosões de energia e partículas na superfície estelar. Neste caso, a equipe observou um padrão repetido ao longo de cinco anos, usando dados dos telescópios espaciais TESS, da NASA, e CHEOPS, da ESA.

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A explicação mais provável envolve magnetismo. O planeta orbita tão perto que cruza o ambiente magnético da estrela, possivelmente perturbando suas linhas de campo e liberando energia — como um gatilho para as explosões.

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Mas não é uma vitória para HIP 67522 b. A radiação e as partículas dos flares voltam contra sua atmosfera inflada. Os cálculos indicam que essa erosão pode reduzir quase pela metade o tempo de sobrevivência do envelope gasoso do planeta.

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A estrela HIP 67522 é parecida com o Sol, mas muito mais jovem: tem cerca de 17 milhões de anos, ante 4,6 bilhões do nosso Sol. Sua atividade intensa torna o sistema um laboratório raro para estudar a evolução de mundos próximos às estrelas.

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O estudo, liderado por Ekaterina Ilin, do ASTRON, saiu na Nature em 17 de julho de 2025. É a primeira evidência convincente de uma interação planeta-estrela buscada há mais de duas décadas — um lembrete de que planetas também podem alterar o comportamento de seus sóis.

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