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Em audiência no Senado, lideranças ianomâmis cobraram água potável, proteção e políticas públicas que cheguem às comunidades. 💧🛖

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Lideranças ianomâmis foram ao Senado com um recado direto: proteger territórios e comunidades não pode ser uma ação temporária. Água potável, saúde, segurança alimentar e defesa das crianças seguem como urgências. 💧🛖🧵

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Na audiência da Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami, o cenário apareceu sem atalhos: onde o garimpo avança, rios e recursos naturais sofrem — e quem vive do território sente primeiro as consequências.

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Edson Baré, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, reconheceu avanços, inclusive na educação. Mas lembrou que escola e professores, sozinhos, não resolvem tudo quando falta água segura e recursos para manter os projetos.

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O ponto central é continuidade. Sem orçamento regular, diálogo entre órgãos e participação das prefeituras, iniciativas podem parar antes de chegar às comunidades mais isoladas. Política pública precisa sobreviver ao calendário e às trocas de governo.

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Waihiri Hekurari Yanomami, da Urihi Associação Yanomami, pediu proteção especial para crianças e mulheres. Também defendeu que o Congresso cumpra seu papel constitucional: ouvir os povos e apoiar medidas concretas de segurança e saúde.

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A presidente da Funai, Lúcia Alberta Baré, apresentou a previsão de R$ 37,3 milhões em cinco anos para recuperar áreas degradadas pelo garimpo. O desafio agora é transformar a meta em execução transparente, permanente e com participação indígena.

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A audiência reuniu demandas que não cabem em uma única pasta: ambiente, saúde, educação, alimentação e segurança caminham juntos. Quando a água é contaminada, toda a rede de direitos de uma comunidade fica ameaçada.

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A discussão no Senado deixa uma pergunta simples e decisiva: o país conseguirá tratar a proteção ianomâmi como dever contínuo de Estado, e não como resposta a uma crise? Para quem vive no território, essa diferença define o futuro.

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