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Ataques, ameaças e humilhações viraram casos de polícia em meio às eleições de 2026. 🗳️ A escalada exige investigação, responsabilização e proteção à democracia.

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Ataques a tiros, agressões, atropelamento, crime racial e uma morte cerebral: a reta final das eleições de 2026 foi marcada por denúncias de violência política em várias regiões do país. 🗳️🧵

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O dado nacional ajuda a dimensionar o problema: a Polícia Federal registrou 86 possíveis crimes eleitorais em 20 estados e no DF, com 13 inquéritos instaurados. Não é uma sequência de “casos isolados”; é um alerta institucional.

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Em Montes Claros (MG), a PF abriu inquérito após o ataque à vereadora Iara Pimentel (PT), durante carreata pró-Lula. O carro de som foi atingido por garrafas e tijolos; ela sofreu ferimento no rosto. Outras pessoas relataram ameaças e danos.

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Em Santos (SP), o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, sofreu agressão após se afastar de um ato pró-Lula e teve morte cerebral, segundo a reportagem. A gravidade do caso exige apuração rigorosa, sem espetacularização.

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Também houve relatos de agressões contra apoiadores de Lula em Campo Grande e Santarém, disparos em Porto Velho e atropelamento envolvendo viatura em Florianópolis. Em Três Pontas, duas mulheres foram agredidas; em São Paulo, houve uma prisão.

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No Rio, um homem negro foi conduzido por correntes, episódio que acrescenta uma dimensão racial à crise. Quando violência política e discriminação se cruzam, a resposta do Estado precisa ser ainda mais célere, transparente e protetiva.

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Democracia não se resume à urna: depende de pessoas poderem fazer campanha, circular e discordar sem medo. Investigar autoria, punir responsáveis e prevenir novas agressões é proteger direitos políticos — de todos, não de um lado só.

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