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Sete das 12 senadoras eleitas têm laços familiares com figuras do poder. O avanço feminino é real, mas o caminho até Brasília ainda passa por dinastias políticas. 🏛️

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O Senado terá novas senadoras em 2027 — mas uma pergunta fica: renovação política ou continuidade por laços familiares? 🏛️🧵 Em Alagoas e no Amapá, esposas de governadores eleitos derrotaram nomes tradicionais como Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues.

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Marina JHC (PSDB-AL) e Rayssa Furlan (Podemos-AP) nunca exerceram cargo eletivo. As duas chegam ao Senado após campanhas associadas à força política de seus maridos: JHC, eleito governador de Alagoas, e Dr. Furlan, governador do Amapá.

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O dado mais revelador do levantamento do LAPPCOM para a BBC: 7 das 12 senadoras eleitas têm vínculos familiares com políticos do alto escalão. Quatro são ex-primeiras-damas sem experiência prévia em mandato eletivo.

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Além de Marina e Rayssa, entram nessa lista Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Gracinha Caiado (União-GO). Não é um fenômeno novo: sobrenome, estrutura partidária, exposição pública e redes locais costumam pesar muito mais que candidatos sem essas conexões.

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Em Alagoas, o desenho mostra como o poder se organiza em rede: Marina é nora do ex-deputado João Caldas; sua primeira suplente é a sogra, Dra. Eudócia; e o marido, JHC, deixou a prefeitura de Maceió para governar o Estado.

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Há um ponto importante: mais mulheres no Senado é avanço democrático. Mas representação não se mede só pelo número. Também importa saber quem consegue disputar, com quais recursos e se mulheres fora das famílias políticas têm a mesma porta de entrada.

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A derrota de caciques como Renan e Randolfe sinaliza desgaste e desejo por mudança. Porém, quando a alternativa depende de clãs já consolidados, a renovação pode mudar os rostos sem alterar a concentração de poder que limita a competição política.

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O desafio para os próximos anos é ampliar o acesso real à política: financiamento transparente, partidos mais abertos e condições para lideranças populares, negras, periféricas e independentes chegarem ao Legislativo. Democracia não deveria ser herança de família.

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