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Resumo em 10 segundos

Bitcoin virou moeda oficial, ganhou propaganda global e até prometeu cidade movida a vulcão. Cinco anos depois, o plano encolheu bastante. 🟠🇸🇻

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El Salvador quis virar o “país do bitcoin” — mas o grande experimento de Nayib Bukele perdeu boa parte da força cinco anos depois. 🟠🇸🇻🧵

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Em 2021, Bukele anunciou que o bitcoin seria moeda de curso legal, ao lado do dólar. A ideia empolgou o mercado cripto: pela primeira vez, um país colocava o BTC no centro da política econômica.

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Veio a Chivo Wallet, com bônus em bitcoin para incentivar o uso, caixas eletrônicos e a promessa de facilitar pagamentos e inclusão financeira. No papel, parecia uma ponte entre tecnologia e quem sempre ficou fora dos bancos.

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Só que, na prática, a adesão popular ficou limitada. Para muita gente, o dólar seguiu sendo mais simples, previsível e aceito em todo lugar. E a volatilidade do bitcoin assusta quem vive com orçamento apertado.

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A vitrine mais ambiciosa era a Bitcoin City: uma cidade futurista, financiada por títulos ligados ao BTC e com mineração abastecida por energia geotérmica de vulcão. O projeto nunca saiu efetivamente do papel.

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Com negociações e exigências ligadas ao FMI, El Salvador recuou: o dólar voltou a ser a única moeda oficial e aceitar bitcoin passou a ser opcional. Ou seja: ninguém é mais obrigado a receber BTC no comércio.

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O experimento deixou uma lição bem direta: cripto pode ampliar opções e inovação, mas não substitui confiança, educação financeira, infraestrutura e regras claras para proteger a população da volatilidade.

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O “país do bitcoin” colocou El Salvador no mapa global das criptos. Mas transformar uma aposta tecnológica em política pública duradoura exige bem mais que hype — especialmente quando o risco cai primeiro no bolso de quem tem menos margem para errar.

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