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Câmeras-trap registraram pela primeira vez uma rara variação quase preta no maior cervídeo da América do Sul. 🦌🔬

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O “veado-preto”, por décadas tratado como lenda entre moradores do Centro-Oeste, foi confirmado pela ciência! 🦌🔬 Câmeras-trap registraram cervos-do-pantanal com pelagem quase preta no Pantanal e no Cerrado. 🧵

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Não é uma nova espécie: trata-se do cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o maior cervídeo da América do Sul. A cor escura é causada por melanismo, uma mutação genética que aumenta a produção de melanina nos pelos.

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A descoberta veio de pesquisadores da Onçafari e de Walfrido Tomas, da Embrapa Pantanal. Os primeiros registros formais de melanismo na espécie foram publicados na revista Notas sobre Mamíferos Sudamericanos. Ciência feita no Brasil revelando nossa biodiversidade!

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No Pantanal de Mato Grosso do Sul, uma fêmea adulta melânica foi observada pela primeira vez em fevereiro de 2021. Já no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no Cerrado, foram registrados três machos com essa coloração rara.

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O detalhe mais intrigante: no Cerrado, a proporção de animais escuros entre os avistamentos surpreendeu os pesquisadores. Isso pode ajudar a investigar genética, parentesco e como populações isoladas respondem às pressões ambientais.

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Antes, havia registros de albinismo e leucismo — condições que reduzem a pigmentação — no cervo-do-pantanal. Mas o melanismo, o extremo oposto, nunca tinha sido documentado cientificamente nessa espécie.

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Cada registro de câmera-trap vale muito mais que uma imagem bonita: ele amplia o mapa da vida selvagem e orienta a conservação. No Cerrado, onde o cervo-do-pantanal está criticamente ameaçado, monitorar populações é essencial.

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A lição é inspiradora: conhecimento tradicional e pesquisa de campo podem se encontrar. Uma história passada entre gerações virou evidência científica — e um novo capítulo para proteger o cervo-do-pantanal e os biomas brasileiros. 🌿

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