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Resumo em 10 segundos

🦖 Um “termômetro molecular” aplicado a dentes fósseis estimou 36,3°C para o T. rex — evidência de metabolismo ativo.

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🦖 O Tyrannosaurus rex provavelmente mantinha o corpo em torno de 36,3°C, temperatura parecida com a de grandes mamíferos atuais. A estimativa, feita a partir de dentes fósseis, reforça que o predador tinha metabolismo ativo. 🧵

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O estudo, publicado na Science Advances, analisou três dentes de T. rex achados na formação Hell Creek, em Montana, nos EUA. Dois dentes pertenciam ao mesmo animal, o que ajudou a comparar os resultados.

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A equipe usou um “termômetro molecular”: assinaturas químicas preservadas no esmalte dental permitem estimar a temperatura em que o tecido se formou. Para os dois exemplares, a média foi de 36,3°C, com margem de erro de 2,5°C.

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“Sangue quente” é uma simplificação. O ponto central é a homeotermia: a capacidade de manter a temperatura corporal relativamente estável, em vez de depender fortemente do calor externo, como ocorre com crocodilos modernos.

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Para testar o método, os pesquisadores também examinaram cinco dentes de crocodilianos fossilizados da mesma região e período geológico. Eles funcionam como referência porque seus parentes vivos são ectotérmicos, ou seja, não regulam ativamente o calor corporal.

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A nova evidência se soma a outras pistas: aves são os únicos dinossauros carnívoros sobreviventes e são homeotérmicas. Além disso, padrões de crescimento ósseo sugerem que muitos dinossauros atingiam a fase adulta rapidamente.

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Um T. rex de cerca de 12 metros, com temperatura próxima à humana, teria precisado de muita energia para crescer e se movimentar. Entender esse metabolismo ajuda a reconstruir, com mais precisão, como funcionavam os ecossistemas do fim do Cretáceo.

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