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Resumo em 10 segundos

De 3,09 milhões para 11,12 milhões de pessoas com obesidade acompanhadas na atenção primária. O salto expõe uma crise que vai muito além da balança. 🩺

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O número de pessoas com obesidade atendidas na atenção primária do SUS saltou de 3,09 milhões para 11,12 milhões em 10 anos. 🩺🧵 Não é só um alerta sobre peso: é um teste de capacidade para a saúde pública brasileira.

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No mesmo período, os adultos com sobrepeso acompanhados passaram de 4,19 milhões para 10,76 milhões, segundo o Sisvan, do Ministério da Saúde. Atenção: são registros de pessoas atendidas, não a totalidade da população — mas a tendência é impossível de ignorar.

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Em 18 estados, ao menos 70% dos adultos acompanhados já têm excesso de peso. Rio Grande do Sul lidera a proporção de obesidade (42,6%), seguido de São Paulo (40,5%) e Rio (40,1%). O problema é nacional, mas exige respostas adaptadas a cada território.

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A pergunta central não deveria ser “por que as pessoas não emagrecem?”. Obesidade é uma condição complexa, atravessada por renda, acesso a comida adequada, rotina de trabalho, sono, saúde mental, genética e ambiente. Culpar indivíduos só piora o cuidado.

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Os gargalos relatados no Congresso Latino-Americano de Obesidade são concretos: financiamento insuficiente, serviços mal estruturados e falta de nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Sem equipe multidisciplinar, o acompanhamento vira orientação isolada — e pouco resolutiva.

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O sinal entre crianças e adolescentes é ainda mais preocupante: 20,7% dos brasileiros de 5 a 19 anos têm sobrepeso ou obesidade — 1 em cada 5. Em 2010, eram 14,6%. Prevenção precisa chegar à escola, ao território e à mesa, sem estigma e sem soluções milagrosas.

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Tratar obesidade com seriedade significa ampliar o SUS, garantir acesso contínuo a equipes especializadas e enfrentar ambientes que favorecem alimentos ultraprocessados baratos. A escala do problema cresceu; a resposta não pode continuar fragmentada.

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